Sempre haverá um tempo certo para tudo a que nos destinamos conquistar, possuir. Para todos os sonhos que buscamos e ideais que lutamos com cada vez mais ímpeto e determinação para alcançá-los.
Não é tão fácil entendermos os muitos por quês da vida como da mesma forma que é fácil indagar sobre tudo, sobre todos. Adoramos julgar, isso é um fato, mas não aceitamos reciprocidade. Acho que não é somente a vida que é injusta. Todos que a vivem, em muitos momentos, também são.
Levantar hipóteses é algo que não exige muitos esforços, mas comprovar uma teoria, ou afirmar com convicção a autenticidade e veracidade de uma simples hipótese é algo um pouco mais complexo, amplo. É necesário tempo, e mais que isso, persistência. É ai que percebemos o quanto somos bom em querer, mas péssimos em buscar. Trata-se da tão famosa comodidade.
Apesar do tempo estar sempre presente a todo momento, as vezes sentimos a sua ausência, sua tão sufocante escassez. São nesses momentos que entendemos com mais clareza o quanto algo pode nos ser tão significante a ponto de sentirmos medo de não o possuir a tempo, ou não termos o tempo necessário para possuí-lo. Então, temos aquela amarga sensação de que estamos deixando algo escapar pelas frestas das nossas mãos. E quando menos percebemos tudo já se foi em frações de segundos, mesmo que tenha levado anos para chegar a tal ponto.
O tempo é algo rigidamente sincronizado. Há quem diga que o tempo cura, assim como há quem diga que ele castiga. Acho, sinceramente, que ele liberta e pune. Liberta porque com o passar de certo, talvez longo, tempo, podemos nos ver curados de certas dores e “maquiados” em certas cicatrizes que estiveram corroendo nossas almas, nossas emoções, nossos sentimentos, nossas vidas por muito, mas muito tempo. Mas o tempo também torna-se nossa consciência nos lembrando periódicamente do que não dissemos; do que não conseguimos fazer por receio; dos medos que nos impediram de agir, de arriscar; da pessoa que julgamos não sermos capazes de ser. É aí que o tempo nos pune pelos nossos próprios erros e faltas.
Não, o tempo não é impiedoso. Ele apenas nos revela uma verdade que sempre soubemos, mas que jamais tivemos a vontade e coragem de admitir.
Já corri contra o tempo, mas percebi que ele nunca foi contra mim. Sou eu quem teima em acreditar nos paradigmas impostos pela sociedade, pelo sistema. Será a vida um jogo? Então tudo é uma questão de habilidade, destreza e sorte? Ah, não me conformo com isso e nem aceitarei. Não trato a vida como um cassino, um bingo, um carteado. E você? É mais um dos que conta com a sorte e espera o destino distribuir a próxima carta? Ah, acho que eu, que não encaro a vida como um jogo, aposto mais alto em sua beleza e magnificiência do que aqueles que a encara como um rélis game.
E enquanto isso o tempo vai passando. Será que no final, para aqueles que lutam pela vida, existirá alguma razão por tudo pelo o que passamos; e, para aqueles que a vê como um jogo, restará apenas cartas espalhadas por sobre a mesa e fichas que nada mais valerão sobre apostadores cansados e debruçados uns sobre os outros? Não sei, mas ainda sim sou um lutador! E o tempo? Ah, ele está soprando ao meu favor, sempre esteve!
Não é tão fácil entendermos os muitos por quês da vida como da mesma forma que é fácil indagar sobre tudo, sobre todos. Adoramos julgar, isso é um fato, mas não aceitamos reciprocidade. Acho que não é somente a vida que é injusta. Todos que a vivem, em muitos momentos, também são.
Levantar hipóteses é algo que não exige muitos esforços, mas comprovar uma teoria, ou afirmar com convicção a autenticidade e veracidade de uma simples hipótese é algo um pouco mais complexo, amplo. É necesário tempo, e mais que isso, persistência. É ai que percebemos o quanto somos bom em querer, mas péssimos em buscar. Trata-se da tão famosa comodidade.
Apesar do tempo estar sempre presente a todo momento, as vezes sentimos a sua ausência, sua tão sufocante escassez. São nesses momentos que entendemos com mais clareza o quanto algo pode nos ser tão significante a ponto de sentirmos medo de não o possuir a tempo, ou não termos o tempo necessário para possuí-lo. Então, temos aquela amarga sensação de que estamos deixando algo escapar pelas frestas das nossas mãos. E quando menos percebemos tudo já se foi em frações de segundos, mesmo que tenha levado anos para chegar a tal ponto.
O tempo é algo rigidamente sincronizado. Há quem diga que o tempo cura, assim como há quem diga que ele castiga. Acho, sinceramente, que ele liberta e pune. Liberta porque com o passar de certo, talvez longo, tempo, podemos nos ver curados de certas dores e “maquiados” em certas cicatrizes que estiveram corroendo nossas almas, nossas emoções, nossos sentimentos, nossas vidas por muito, mas muito tempo. Mas o tempo também torna-se nossa consciência nos lembrando periódicamente do que não dissemos; do que não conseguimos fazer por receio; dos medos que nos impediram de agir, de arriscar; da pessoa que julgamos não sermos capazes de ser. É aí que o tempo nos pune pelos nossos próprios erros e faltas.
Não, o tempo não é impiedoso. Ele apenas nos revela uma verdade que sempre soubemos, mas que jamais tivemos a vontade e coragem de admitir.
Já corri contra o tempo, mas percebi que ele nunca foi contra mim. Sou eu quem teima em acreditar nos paradigmas impostos pela sociedade, pelo sistema. Será a vida um jogo? Então tudo é uma questão de habilidade, destreza e sorte? Ah, não me conformo com isso e nem aceitarei. Não trato a vida como um cassino, um bingo, um carteado. E você? É mais um dos que conta com a sorte e espera o destino distribuir a próxima carta? Ah, acho que eu, que não encaro a vida como um jogo, aposto mais alto em sua beleza e magnificiência do que aqueles que a encara como um rélis game.
E enquanto isso o tempo vai passando. Será que no final, para aqueles que lutam pela vida, existirá alguma razão por tudo pelo o que passamos; e, para aqueles que a vê como um jogo, restará apenas cartas espalhadas por sobre a mesa e fichas que nada mais valerão sobre apostadores cansados e debruçados uns sobre os outros? Não sei, mas ainda sim sou um lutador! E o tempo? Ah, ele está soprando ao meu favor, sempre esteve!
Miih Santos*

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