quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Minhas Complexidades…


Em certos momentos paro e me pergunto da onde se origina essa minha particular filosofia e pensamentos que me levam a tão peculiares conclusões. Sou apenas um recém-adulto que aprendeu desde pequeno a arte de indagar. Questionamentos incessantes que me atordoam os pensamentos, mas muitas vezes apaziguam minha alma. Todos necessitam de uma palavra de conforto ou de uma crença que os levem a seguirem em frente. Sou um eterno curioso que não se contenta em somente ver o resultado final, me importo com a origem, com o meio, com os erros que foram cuidadosamente ocultados pelo caminho na tentativa de se conquistar um status de perfeição… Esta que jamais existirá. Às vezes sou chato, em outras sou somente indiferente, mas em alguns momentos consigo ser fascinantemente coerente. Tenho meus dias de teimosia, minhas horas de loucuras e alguns segundos de insanidade, mas possuo a dádiva de ser exatamente como sou sem a necessidade de me mascarar para agradar um mundo que não se importa com quem você realmente é, mas como se apresenta. Sim, infelizmente aqui o rótulo vale mais que o conteúdo.
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Minha mente é um turbilhão de pensamentos no qual alguns me atropelam, entretanto, há sempre outros prontos a me resgatar devolvendo-me o equilibrio. Não sou filósofo nem gênio, tampouco sábio. Sou simplesmente aquilo que a ocasião me permite ser enquanto luto para me tornar o melhor que minha mente consegue idealizar. E nesses vai e vem da vida vou curando as feridas das quedas, pois embora tenha tropeçado inúmeras vezes, jamais fiquei imóvel ao chão… Não que eu seja forte ou inabalável, mas porque sei que a vida é muito mais do que um tombo e que o tempo não pára esperando que eu me recomponha. recomponha. Não adianta juntar os cacos, eles serão sempre o resto ou o excesso, a solução é viver com o cristal  intacto de alma que sobra… E continuar fazendo dele seu maior tesouro, seu bem inviolável com o passar dos tempos e das tempestades.
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E, ainda sim, continuo sem me entender por completo. Sou um mistério até para mim. Ser transparente e misterioso é o meu paradoxo. Às vezes compreendo um sorriso, mas não compreendo uma lágrima e vice-versa. Aliás, chorar nunca foi uma demonstração de força, porém jamais encarei isso como um sinal de fraqueza. Eu choro! Choro pelas besteiras e pelas complexidades… Choro com o que me emociona e me fere. Choro e ainda sim não me vejo como um deprimente, fracassado ou impotente… Vejo-me como um ser humano que não se conhece por completo, mas que se assume por inteiro.
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Indagações, dúvidas, teorias, pensamentos, convicções, certezas, anseios, receios, tudo e nada, muito e pouco, desejo e repulsa… minhas complexidades.
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Acho que se um dia eu sair desse meu estado parcial de ignorancia tudo o mais perderá seu sentido, a vida não é nada sem a possibilidade de descobertas. Não há surpresas no conhecido, tampouco emoção no que já foi desfrutado e esmiuçado.
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Nem todas as surpresas são boas, mas nem todos os desastres causam prejuízos. Depende da forma como você visualiza e pensa.

Michaella Santos

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